Um agradável sumo de laranja, num final de tarde de Outubro

Quando o nosso corpo começa a ressentir um certo cansaço, não de esforço, mas de uma monotonia cíclica, há certos pequenos prazeres, que fazem toda a diferença. Ora, como homem simples que sou, não me dou ao luxo de sequer, pensar em prazeres muito dispendiosos, ou que requeiram alguma espécie de esforço. (peço a vossa atenção para não começarem a mal interpretar a conotação utilizada na expressão pequenos prazeres). Encontro tudo isso, num banal sumo de laranja de pacote, bebido com palhinha à varanda num final de tarde de Outubro. Poderia ser um café, ou mesmo um leite achocolatado bem concentrado e quentinho, adocicado com um fio de mel, mas não, tudo isso seria extravagantemente requintado para o meu momento de pausa. Queria algo reconfortante, mas que ao mesmo tempo me desse o conforto psicológico da ingestão vitamínica saudável, e ali estava o sumo de laranja.

Confesso que o mágico momento talvez não pertença ao sumo de laranja, mas sim, ao lento anoitecer que vislumbrava da minha pequena varanda. Um ritual, que se repete tão silenciosamente, que é camuflado pelos nossos pensamentos, e que naquele momento, por felicidade de um mero acaso, podia observá-lo da primeira plateia, acompanhado por um mero sumo de laranja, que dado a obra em palco, tornou-se o complemento perfeito para um calmo e tranquilo momento.

Bebam sumo de laranja :) ,

Rui Azevedo

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